quinta-feira, julho 31
domingo, julho 13
quinta-feira, julho 10
quarta-feira, julho 9
Você vai me servir, você vai se curvar
Você vai resistir, mas vai se acostumar
Você vai me agredir, você vai me adorar
Você vai me sorrir, você vai se enfeitar
E vem me seduzir
Me possuir, me infernizar
Você vai me trair, você vem me beijar
Você vai me cegar e eu vou consentir
Você vai conseguir enfim me apunhalar
Você vai me velar, chorar, vai me cobrir
e me ninar"
sexta-feira, junho 27
domingo, junho 22
*Marcela é um nome fictício para M.. Com cinco anos de idade, há dois, ela luta contra um tipo de câncer raro. Tive o prazer de conchê-la numa dessas tentativas de retomar a ordem natural das coisas.
domingo, junho 15
sexta-feira, junho 6
ela, ele e a filha da costureira
domingo, maio 18
sábado, maio 3
Inviting silence
Já não tenho muito o que dizer não. o pouco que alardeava aqui dentro se calou, mas os disparos das inconstâncias ainda são meus. é por eles que me perco entre as letras e sons, e é me perdendo que me encontro e tento me esvaziar a cada dia mais, mesmo sabendo da quimera que é.
aos poucos que passaram por aqui, obrigado. aos que um dia ainda venham, desde já, um valeu. e curtam o som. eu vou por aí, assoviando uma canção, chutando uma pedrinha aqui, outra acolá.
um bai.
composição: Jocafi - I.Tavares - Antônio Carlos
Meu catendê ... de lá de China
Luante, meu catendê
Meu catendê ... de lá de China
Luante, meu catendê
Varre a voz o vendaval
Perdido no céu de espanto
Meu barco fere a distância
No disparo da inconstância
Me encontrei sem me esperar
Quanto mais o tempo avança
Mais me perco neste mar
E no rumo do segredo
Caminhei todo o caminho
Maré brava maré mansa
Vou na trilha da esperança
Vou no passo da alvorada
Mar amor enamorada
De segredo e de procura
Fiz do medo o meu amigo
E de força sempre pura
O meu canto se encontrou
E no fim da jornada
Vi meu canto crescer
Há tanto escuro na estrada
Esperando o sol nascer
Vou cantar pela vida
O meu canto de amor
Há tanta dor escondida
Tanto canto sem cantor
Maré brava maré mansa
Vou na trilha da esperança
Vou no passo da alvorada
Mar amor enamorada
"a calma é o último suspiro da poesia", VM.
domingo, abril 27
segunda-feira, abril 14
Helena, Nazaré, Maria e Jade saem do trabalho com pressa, carregam pesadas ancas por calçadas quentes, atravessam ruas e gentes, sobem morros. Ligam a televisão, oito e meia. Último capítulo. O sofá é sujo, os gritos são altos, as paredes poucas e a vila, grande. O trabalho é trabalho, o mundo é assim. Crucifixos tortos, mandamentos decorados. Mas é o último capítulo e calam as crianças num tapa. Torcem. Gritam. Choram. Enfim, sorriem, emocionadas, corações leves. O final foi feliz. O resto, é ficção.
Último capítulo - um miniconto de Marcelo Spalding
