A Troca; vale.
uma pergunta: quem não gostaria de ser John Malkovich?
este foi o que fechou uma noite de trabalho de uma semana louca de trabalho.
sábado, fevereiro 7
sexta-feira, fevereiro 6
i go
quero seu perdão
por antecipação
se eu não suportar
essas coisas insanas
que me arrematam
o coração.
por antecipação
se eu não suportar
essas coisas insanas
que me arrematam
o coração.
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terça-feira, fevereiro 3
domingo, janeiro 25
"O Curioso Caso de Benjamin Button". um filme, antes de tudo, sobre a existência. Sobre o viver.
e por falar em existir...

nota.
um min
uto de silêncio em homenagem a quem deixou esse exercício mais leve para pessoas como eu: Jilçária Cruz Costa ou - simplesmente e com um sorriso no rosto -Tia Doca. ela se encantou na tarde deste domingo (25/01).
bom, o minuto já passou. então agora vamos encurtar o tempo do surdo e entoar um samba bonito. os deuses do samaba devem ser celebrados e reverenciados como se manda a tradição.
choro?, apenas de gente da estirpe de mestres como Pixinguinha e Altamiro Carrilho.
uto de silêncio em homenagem a quem deixou esse exercício mais leve para pessoas como eu: Jilçária Cruz Costa ou - simplesmente e com um sorriso no rosto -Tia Doca. ela se encantou na tarde deste domingo (25/01).bom, o minuto já passou. então agora vamos encurtar o tempo do surdo e entoar um samba bonito. os deuses do samaba devem ser celebrados e reverenciados como se manda a tradição.
choro?, apenas de gente da estirpe de mestres como Pixinguinha e Altamiro Carrilho.
sábado, janeiro 24
quinta-feira, janeiro 22
"...E perguntei a ele: como podemos gostar tanto de alguém que nem conhecemos?"
resposta: são os encontros, j.. muitos vagueiam sem fim. buscam procelas e vagas na vã esperança de encontrar alguém, um marujo, sabe?, um amigo para naufragar visões siamesas em águas de preamar. já outros poucos deslizam simplesmente nas marolas do vento norte que vagueiam nas vertentes que anunciam às vidas o laranja-ouro das larvas de um vulcão extinto que habita o coração e aquece a alma. esses últimos são raros, raros como o calor e um carinho de amor.
até um de-repente,
resposta: são os encontros, j.. muitos vagueiam sem fim. buscam procelas e vagas na vã esperança de encontrar alguém, um marujo, sabe?, um amigo para naufragar visões siamesas em águas de preamar. já outros poucos deslizam simplesmente nas marolas do vento norte que vagueiam nas vertentes que anunciam às vidas o laranja-ouro das larvas de um vulcão extinto que habita o coração e aquece a alma. esses últimos são raros, raros como o calor e um carinho de amor.
até um de-repente,
*"De alto cedro voy para marcané
Llego a cueto voy para mayari"
*Francisco Repilado
Llego a cueto voy para mayari"
*Francisco Repilado
sexta-feira, janeiro 16
sábado, janeiro 10
atores do futuro de uma antiga história
Menina palestina olha pela janela da escola da ONU que serve de abrigo para toda sua família, em Jarbala, na Faixa de Gaza. Os confrontos foram retomados na região após uma trégua entre Hamas e Israel, para liberar ajuda à região.
Garotinho palestino chora nos corredores de uma escola da ONU na Faixa de Gaza. Ele está abrigado no local desde que teve de fugir de casa com a família, devido aos ataques das tropas de Israel. Uma outra escola das Nações Unidas que virou abrigo para os refugiados foi alvo de um ataque aéreo israelense. A ação matou três pessoas.

Palestino observa destroços de prédios atingidos por ataques aéreos no 14º dia da ofensiva israelense à região. O Conselho de Segurança da ONU pediu que Israel retirasse suas tropas de Gaza, após abstenção dos EUA na votação.

Garoto palestino chora em funeral de vítima de ataque aéreo na Faixa de Gaza. O conflito, que está prestes a entrar na terceira semana, já matou mais de 700 palestinos.
queira Deus, Allah, Ogum, Brahma ou seja lá quem mais for,
que as lágrimas de hoje não se transformem no terror de amanhã.
que as lágrimas de hoje não se transformem no terror de amanhã.
sexta-feira, janeiro 9
quinta-feira, janeiro 8
*Carta aos judeus
Por mais que o governo de Israel e todos os que o apoiam tentem, não irei odiar vocês, irmãos judeus. Ainda que as tropas israelenses matem centenas de crianças e pessoas inocentes, não irei desejar a morte de suas crianças nem jogar a culpa na totalidade de seu povo.
Mesmo que manchem a Faixa de Gaza com o sangue de um povo que também corre em minhas veias, metade árabe, não irei revoltar-me contra nenhuma etnia nem julgar que há raças melhores ou com mais direitos que outras, como quer nos fazer acreditar o governo israelense.
Embora eu também queira ouvir as vozes judaicas de protesto contra o massacre dos palestinos, não deixarei de condenar os que se calaram diante do holocausto judeu. E, mesmo que tomem à força a terra do povo árabe, não irei jamais apoiar o confisco dos bens do povo judaico, praticado há tempos pelo governo nazista.
Por mais que o governo de Israel e todos que o apoiam traiam a tradição hebraica dos grandes profetas que clamaram por justiça e paz, ainda quero manter viva a esperança que eles anunciaram. Mesmo que joguem sua memória na lata de lixo, faço dos profetas do antigo Israel os meus profetas, pois o anúncio da justiça não distingue credos, nações ou etnias.
Sei que muitos de vocês condenam a violência, não apoiam o massacre dos árabes palestinos e gostariam que o governo de Israel respeitasse as decisões da ONU e o clamor da comunidade internacional pelo cessar-fogo imediato. Mas gritem! Se sua voz não for ouvida, acreditar-se-ão com razão aqueles que ainda falam mal de seu povo.
Mesmo que sejam deploráveis todos os antissemitas, o silêncio dos judeus diante do massacre perpetrado pelo país que ostenta a estrela de Davi na bandeira pode ser usado como reforço para os argumentos torpes da superioridade racial.
Há mais de 60 anos seu povo clamou ao mundo por solidariedade. Chegou o momento de retribuir, de mostrar que a solidariedade é um sentimento universal e não restrito a uma etnia. Não deixem o governo de Israel fazer esquecer o quanto vocês sofreram como vítimas, só porque agora ele é algoz e está protegido pela maior potência mundial, os EUA.
Não permitam que a ação de Israel faça parecer que, apesar das manifestações mundiais de condenação, seu Estado se acredita o único que possui razão, pois era assim que o governo alemão pensava no tempo do nazismo.
Estejam certos de uma coisa: independentemente do resultado da absurda campanha israelense ou qualquer que seja a posição de seu povo diante da violência e injustiça cometida por aquele país, não irei ceder à tentação do pensamento racista; não irei apagar da minha memória a catástrofe do nazismo e o sofrimento do povo judeu; não irei pensar que há povos que não merecem nação e que devem ser eliminados; não deixarei de condenar o antissemitismo ou qualquer tipo de preconceito étnico.
Continuarei defendendo a ideia de que todos, sem distinção, somos iguais e temos os mesmos direitos: judeus, negros, árabes, índios, asiáticos etc. Manter-me-ei firme em minhas convicções, pois jamais quero me igualar aos governantes de Israel e àqueles que o apoiam.”
Faço minhas as palavras de meu querido amigo Maurício Abdalla, companheiro no Movimento Fé e Política, professor de filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo e autor de reconhecida qualidade, como o comprova o texto acima, que tão bem traduz a indignação e a dor de tantos que testemunhamos a guerra do Oriente Médio.
Vários intelectuais judeus têm manifestado indignação frente às operações do Estado de Israel. Tom Segev, historiador e cientista político, escreveu no Haaretz que “Israel sempre acreditou que causar sofrimento a civis palestinos os faria rebelarem-se contra seus líderes nacionais, o que se mostrou errado várias vezes”. O escritor Amos Oz sublinhou: “Chegou o tempo de buscar um cessar-fogo”, com o que concorda o escritor David Grossman e o ex-chanceler israelense Shlomo Ben-Ami.
Há mais de 60 anos seu povo clamou
ao mundo por solidariedade.
Chegou o momento de retribuir,
de mostrar que a solidariedade é um
sentimento universal
ao mundo por solidariedade.
Chegou o momento de retribuir,
de mostrar que a solidariedade é um
sentimento universal
Por mais que o governo de Israel e todos os que o apoiam tentem, não irei odiar vocês, irmãos judeus. Ainda que as tropas israelenses matem centenas de crianças e pessoas inocentes, não irei desejar a morte de suas crianças nem jogar a culpa na totalidade de seu povo.
Mesmo que manchem a Faixa de Gaza com o sangue de um povo que também corre em minhas veias, metade árabe, não irei revoltar-me contra nenhuma etnia nem julgar que há raças melhores ou com mais direitos que outras, como quer nos fazer acreditar o governo israelense.
Embora eu também queira ouvir as vozes judaicas de protesto contra o massacre dos palestinos, não deixarei de condenar os que se calaram diante do holocausto judeu. E, mesmo que tomem à força a terra do povo árabe, não irei jamais apoiar o confisco dos bens do povo judaico, praticado há tempos pelo governo nazista.
Por mais que o governo de Israel e todos que o apoiam traiam a tradição hebraica dos grandes profetas que clamaram por justiça e paz, ainda quero manter viva a esperança que eles anunciaram. Mesmo que joguem sua memória na lata de lixo, faço dos profetas do antigo Israel os meus profetas, pois o anúncio da justiça não distingue credos, nações ou etnias.
Sei que muitos de vocês condenam a violência, não apoiam o massacre dos árabes palestinos e gostariam que o governo de Israel respeitasse as decisões da ONU e o clamor da comunidade internacional pelo cessar-fogo imediato. Mas gritem! Se sua voz não for ouvida, acreditar-se-ão com razão aqueles que ainda falam mal de seu povo.
Mesmo que sejam deploráveis todos os antissemitas, o silêncio dos judeus diante do massacre perpetrado pelo país que ostenta a estrela de Davi na bandeira pode ser usado como reforço para os argumentos torpes da superioridade racial.
Há mais de 60 anos seu povo clamou ao mundo por solidariedade. Chegou o momento de retribuir, de mostrar que a solidariedade é um sentimento universal e não restrito a uma etnia. Não deixem o governo de Israel fazer esquecer o quanto vocês sofreram como vítimas, só porque agora ele é algoz e está protegido pela maior potência mundial, os EUA.
Não permitam que a ação de Israel faça parecer que, apesar das manifestações mundiais de condenação, seu Estado se acredita o único que possui razão, pois era assim que o governo alemão pensava no tempo do nazismo.
Estejam certos de uma coisa: independentemente do resultado da absurda campanha israelense ou qualquer que seja a posição de seu povo diante da violência e injustiça cometida por aquele país, não irei ceder à tentação do pensamento racista; não irei apagar da minha memória a catástrofe do nazismo e o sofrimento do povo judeu; não irei pensar que há povos que não merecem nação e que devem ser eliminados; não deixarei de condenar o antissemitismo ou qualquer tipo de preconceito étnico.
Continuarei defendendo a ideia de que todos, sem distinção, somos iguais e temos os mesmos direitos: judeus, negros, árabes, índios, asiáticos etc. Manter-me-ei firme em minhas convicções, pois jamais quero me igualar aos governantes de Israel e àqueles que o apoiam.”
Faço minhas as palavras de meu querido amigo Maurício Abdalla, companheiro no Movimento Fé e Política, professor de filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo e autor de reconhecida qualidade, como o comprova o texto acima, que tão bem traduz a indignação e a dor de tantos que testemunhamos a guerra do Oriente Médio.
Vários intelectuais judeus têm manifestado indignação frente às operações do Estado de Israel. Tom Segev, historiador e cientista político, escreveu no Haaretz que “Israel sempre acreditou que causar sofrimento a civis palestinos os faria rebelarem-se contra seus líderes nacionais, o que se mostrou errado várias vezes”. O escritor Amos Oz sublinhou: “Chegou o tempo de buscar um cessar-fogo”, com o que concorda o escritor David Grossman e o ex-chanceler israelense Shlomo Ben-Ami.
por Frei Betto, escritor, autor de A mosca azul –
reflexão sobre o poder (Rocco), entre outros livros.
reflexão sobre o poder (Rocco), entre outros livros.
sexta-feira, janeiro 2
Hundreds Die in Israel Raid on Gaza - جرائم العدو في غزة
Maior massacre de palestinos já visto.
e... como sempre... ignorado pelos líderes mundiais.
quem são os terroristas?
os terroristas são feitos de quê?
domingo, dezembro 28
: somos humanos em busca
- a cada rasgar de ventre -
das certezas que garantam
o brilho branco do sorriso
que satisfaz a alma.
- a dor do órgão
não vale um espasmo do gozo
sofrido,
sem o ato.
- a cada rasgar de ventre -
das certezas que garantam
o brilho branco do sorriso
que satisfaz a alma.
- a dor do órgão
não vale um espasmo do gozo
sofrido,
sem o ato.
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E ela se ia como não houvesse mais.
Carregada pelo sereno das manhãs, seguia pelo caminho que nem mais havia.
Caminhava em um tempo outro, diferente destas horas corridas e insanas que me levam.
E a falsa trilha, toda forrada de folhas úmidas do que é doce das madrugadas,
sorria ao sentir os pés
pequeninos
e
macios
da menina de ontem que hoje atiça os olhos ávidos de um arremedo mal acabado de
Carregada pelo sereno das manhãs, seguia pelo caminho que nem mais havia.
Caminhava em um tempo outro, diferente destas horas corridas e insanas que me levam.
E a falsa trilha, toda forrada de folhas úmidas do que é doce das madrugadas,
sorria ao sentir os pés
pequeninos
e
macios
da menina de ontem que hoje atiça os olhos ávidos de um arremedo mal acabado de
h
o
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e
m
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.
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quarta-feira, dezembro 24
the ages of children
I have two things in my life
the flowers and you
the flowers for a day
you forever.
the flowers and you
the flowers for a day
you forever.
segunda-feira, dezembro 22
sábado, dezembro 20
noite de sexta
depois de uma semana agitada. filme para acalmar os instintos e música para libertar o espírito.
a película da noite foi Gomorra, um filme sobre a máfia como há muito não via. o prossiga ficou por conta dos amigos: apenas apontei para o vento-norte e remei.
como eu acabei de dizer, meu caro leitor, o ar deu ao corpo uma natureza tépida. E como vocês, que estão aí ao redor, podem observar, a tez continua macia e quente como o rubor da face molhada do suor que molhava os cabelos finos colados à testa ainda em riste por causa do chamado, em #D, que interrompeu o futebol. Os passos duros-pé-ante-pé nas escadas anunciaram a tempestade que. Mas, tantas léguas que separaram o play da porta do banheiro que o que restava agora ao cair da última peça era apenas pequenos choramingos sobre um sei lá o quê, que está muito frio, talvez. agora é que percebi.
...//...
Meu pai-de-amor, há tantas vírgulas nesta vida que às vezes me pego perdido em um lugar outro e me levo de volta para a casa em busca de carinho e amor amigo. Sim. Pois existem aqueles amores inimigos também, que existem apenas para nos colocar aprova e nos fazer acreditar um pouco menos nas tardes quentes de verão no calçadão ou sentado na praça olhando as crianças jogarem um jogo qualquer. Em noites frias de amores quentes e de desejos ardentes e de beijos delicados e de um despretensioso entrelace de mãos apertado...
quinta-feira, dezembro 4
Quem é homem de bem não trai
O amor que lhe quer seu bem
Quem diz muito que vai, não vai
Assim como não vai, não vem
Quem de dentro de si não sai
Vai morrer sem amar ninguém
O dinheiro de quem não dá
É o trabalho de quem não tem
Capoeira que é bom não cai
Mas se um dia ele cai, cai bem
Capoeira me mandou dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou vai ter briga de amor
Tristeza camará
Se não tivesse o amor(2x)
Se não tivesse essa dor(2x)
E se não tivesse o sofrer(2x)
E se não tivesse o chorar(2x)
Melhor era tudo se acabar(2x)
Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mai, mais do
que eu
Capoeira me mandou dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou vai ter briga de amor
Tristeza camará
O homem que diz "dou" não dá
Porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz "vou" não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz "sou" não é
Porque quem é mesmo é "não sou"
O homem que diz "estou" não está
Porque ninguém está quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha, traidor
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor
Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha, não vá
Que muito vai se arrepender
Pergunte pro seu Orixá
Amor só é bom se doer
Vai, vai, vai, vai amar
Vai, vai, vai, vai sofrer
Vai, vai, vai, vai chorar
Vai, vai, vai, vai dizer
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor
Baden Powell e Vinicius de Moraes
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